Moju é uma expressão iorubá para ensinar/aprender, ou seja, nunca ensinamos sem também aprender.Entre e fique a vontade para contribuir.
sábado, 4 de junho de 2011
terça-feira, 3 de agosto de 2010
A Guerra Fria
Encerrada a Segunda Guerra Mundial, observamos que o colapso do totalitarismo abriu portas para que Estados Unidos e União Soviética tomassem frente à reorganização do cenário político internacional. Uma primeira demonstração da cisão entre esses dois blocos aparece na própria ocupação da Alemanha, onde os dois países citados disputam palmo a palmo o território germânico. Com a construção do muro de Berlim, presenciamos a materialização dessa disputa.
Mais do que duas nações, Estados Unidos e União Soviética representaram o antagonismo entre dois modos de organização da sociedade, da economia e das relações políticas. Sendo assim, a chamada “guerra fria” simboliza o enfrentamento dessas duas ideologias fomentadas pelo suporte ideológico dos valores de ordem socialista e capitalista. Além disso, devemos destacar que a “guerra fria” ganha esse nome por não observarmos um confronto direto entre soviéticos e norte-americanos.Na verdade, ao longo dessa época, a Guerra Fria se desenvolveu através de ações governamentais pelos líderes de cada bloco, cada um interessado em expor a hegemonia do sistema que representava. Desse modo, filmes, cartazes, textos e outras manifestações são vistas como um modo de propagandear a visão de mundo de cada um dos blocos. Apesar de significativas, tais manifestações culturais não encerraram a questão do desenvolvimento da guerra fria.
Visando manter a hegemonia em suas áreas de interesse, os envolvidos na Guerra Fria montaram grandes planos de ajuda financeira para auxiliar as nações que sofreram os efeitos e perdas decorrentes da Segunda Guerra Mundial. Entre os norte-americanos, o Plano Marshall determinou o envio de dinheiro para nações da Europa Ocidental e do Continente Americano. Já na União Soviética, o Comecon estabelecia os mesmos objetivos com os países integrados ao socialismo.
Além de tais recursos, os blocos desse sistema bipolar se envolveram em questões políticas que estavam relacionadas a expansão e a retração do capitalismo ou do socialismo ao redor do mundo. Sendo assim, a guerra fria é marcada pela intervenção ou o auxílio militar de exércitos que defendiam o interesse ideológico do bloco que representavam. A Guerra da Coreia, a Revolução Chinesa, a Guerra do Vietnã e a própria Revolução Cubana expõem a ação capitalista e socialista em tal situação.
Nessas situações de conflito indireto, acontecia paralelamente uma corrida tecnológica e armamentista que também demarcou o auge dessa disputa. O desenvolvimento de armas nucleares, o anúncio de novas tecnologias de destruição, o aprimoramento de armamento militar, a ampliação de exércitos e até a exploração espacial figuravam nesse outro braço da disputa dos blocos. Sendo assim, a Guerra Fria determinou o gasto de quantias exorbitantes.
Por volta da década de 1970, observamos que essa tensão passou a se enfraquecer com a assinatura de acordos que estabeleciam a distensão da corrida armamentista. Logo em seguida, o colapso da economia soviética determinou a realização de mudanças estruturais na economia da grande nação socialista. Ao fim da década de 1980, a crise do socialismo soviético e a queda do Muro de Berlim demarcaram historicamente a desintegração do bloco socialista e o fim da Guerra Fria.
Por Rainer Sousa
Mestre em História
Era Vargas
ERA VARGAS (1930-1945)
A chamada Revolução de 1930 nada mais teria sido senão um golpe que deslocou do poder de Estado um setor da oligarquia brasileira, para dar lugar a um outro setor dessa mesma oligarquia.
Evidentemente que a Revolução de 1930 não poder ser comparada à Revolução francesa de 1789 ou à Revolução russa de 1917. Ela não foi programada para produzir imediatas e radicais mudanças na estrutura sócio - produtiva do país. Decorreu, sobretudo, do efeito dos limites a que chegou a política econômica de proteção do café ante à violenta crise do capitalismo mundial.
Assim vista, a Revolução de 1930 se inscreve na vaga de instabilidade política que tomou conta da América Latina na década de 30, a qual produziu grandes agitações e golpes militares. O que não significa dizer, no entanto, que a Revolução de 1930 não tenha sido importante para o nosso passado. Pelo contrário. A Revolução de 1930 foi decisiva para a mudança de rumos da história brasileira.
Ao afastar do poder os fazendeiros do café, que o vinham controlando desde o governo de Prudente de Morais, em 1894, pavimentou o caminho para uma significativa reorientação da política econômica do país.
Tendo cortado o cordão umbilical que unia o café às decisões governamentais atinentes ao conjunto da economia e da sociedade brasileiras, a Revolução ensejou uma dinamização das atividades industriais. Até 1930, os impulsos industrialistas derivavam do desempenho das exportações agrícolas.
A partir de 1930, a indústria passa a ser o setor mais prestigiado da economia, concorrendo para importantes mudanças na estrutura da sociedade. Intensifica-se o fluxo migratório do campo para os centros urbanos mais industrializados, notadamente São Paulo e Rio de Janeiro, que, adicionado ao crescimento vegetativo da população, proporciona uma maior oferta de mão-de-obra e o aumento do consumo.
Entre 1929 e 1937 a taxa de crescimento industrial foi da ordem de 50%, tendo-se verificado, no mesmo período, a criação de 12.232 novos estabelecimentos industriais no país.
Desse modo, independentemente das origens sociais e das motivações mais imediatas dos revolucionários, não há dúvida de que a Revolução de 1930 constituiu uma ruptura no processo histórico brasileiro.
Significado da era Vargas:
Getúlio implantou no país um novo estilo político - O POPULISMO - e um modelo econômico baseado no intervencionismo estatal objetivando desenvolver um capitalismo industrial nacional (processo de substituição de importações).
Populismo é um fenômeno típico da América Latina,durante o séc. XX,no momento de transição para estruturas econômicas mais modernas. Ele significa "política de massas", ou seja, política que utiliza as massas como elemento fundamental nas regras do jogo.
Caracteriza-se pelo contato direto da liderança e o povo. Através dele, Getúlio lutou contra as oligarquias, manteve o povo sob controle assumindo uma imagem paternalista e consolidou a indústria dentro de um esquema intervencionista.Não se tratava de povo no governo, mas de manipulação do povo para benefício do próprio líder carismático e das elites possuidoras.
Governo provisório (1930-34) - fatos marcantes:
A Revolução constitucionalista de SP (1932): a pretexto de democratizar e constitucionalizar o país, os cafeicultores de SP tentaram voltar ao poder. Foram duramente reprimidos. Vargas, numa atitude claramente populista, concilia-se com os vencidos: nomeia paulistas para cargos chaves e mantém a política de valorização do café.
A constituição de 1934: inspirada na constituição democrática de Weimar (Alemanha), a 3ª constituição brasileira foi promulgada com as seguintes características: federalismo, eleições diretas (a partir de 38 - até lá Vargas seria o presidente) e secretas, voto feminino, representação classista no congresso e leis sociais (salário mínimo e legalização dos sindicatos). Apesar dos avanços, ela não tocou na estrutura agrária e nem regulou as leis sociais o que impedia sua aplicação.
Governo constitucional (1934-37) - fatos marcantes:
A "intentona" comunista (1935): as contradições sociais aguçadas com o desenvolvimento industrial fortaleceram o partido comunista. O objetivo do PC era criar alianças com setores mais progressistas da sociedade por isso criou a Aliança Nacional Libertadora (ANL) com um programa nacionalista, antifascista e democrático.
Com a repressão de Vargas a ANL, os comunistas passaram a preparar uma insurreição armada. Devido a não participação popular, a intentona terminou em uma "quartelada" fracassada liderada por Prestes. Os dois anos que se seguiram foram marcados pelo fechamento político (estado de sítio) que prenunciava a ditadura que se iniciaria em 1937.
A ascensão da ideologia fascista: A ação integralista brasileira (AIB), liderada por Plínio Salgado, foi a expressão típica do modelo fascista no Brasil. Propunha o culto ao seu líder e uma retórica agressiva anticomunista e nacionalista. O integralismo apoiou entusiasticamente o Golpe de 37, no entanto, Vargas não dividiu os privilégios do poder com a AIB.
O plano COHEN: Em determinado momento, o governo anunciou ter descoberto um plano comunista subversivo e o utilizou para dar o golpe de estado em 1937 cancelando as eleições de 1938. Na verdade, o plano era falso e foi apenas o pretexto para a ditadura. Iniciava-se o ESTADO NOVO.
O Estado Novo (1937-45) - fatos marcantes:
A constituição de 1937 (a "polaca"):outorgada e fascista. Estabelecia que o presidente teria o poder nas mãos enquanto não se convocasse um plebiscito para aprová-la (o que não aconteceu).
A ditadura: os partidos foram suprimidos, o legislativo suspenso, a censura estabelecida pelo departamento de imprensa e propaganda (DIP), centralizaram-se as funções administrativas através do departamento de administração do serviço público (DASP), as liberdades civis deixaram de existir.
A economia: aprofundamento da industrialização através do processo de substituição de importações nos setores de bens de consumo não duráveis (tecidos e alimentos) e, principalmente, dos bens intermediários (metalurgia e siderurgia). O estado arcou com o ônus da industrialização numa demonstração de nacionalismo econômico: foram criados a vale do rio doce, a siderúrgica nacional e o conselho nacional de petróleo (nacionalização do refino, não a estatização).
A questão social: criou-se o salário mínimo (1940), a consolidação das leis trabalhistas (1943) e os sindicatos passaram a ser controlados pelo ministério do trabalho. Deixava-se claro a combinação entre paternalismo estatal e fascismo. O estado passava a controlar as relações entre capital e trabalho (CORPORATIVISMO).
A 2ª guerramundial e a queda de Vargas: até 1941, o Brasil manteve-se neutro na guerra com declarada simpatia pelos fascistas.
Em 1942, porém, a ajuda americana para construção da usina de Volta Redonda foi decisiva para que Vargas declarasse guerra ao EIXO. A contradição entre a política externa e a realidade interna do regime se torna patente forçando a abertura do regime.
A abertura aconteceu em 1945: Surgiram partidos políticos como a UDN (burguesia financeira urbana ligada ao capital estrangeiro), o PSD (oligarquias agrárias), o PTB (criado por Vargas - massas operárias citadinas), o PCB (intelectualidade).
Ao mesmo tempo, Getúlio adotava um discurso cada vez mais nacionalista e articulava o movimento QUEREMISTA, favorável a sua permanência nos cargo. Em 1945, o exército derrubou o presidente evitando o continuísmo.
A chamada Revolução de 1930 nada mais teria sido senão um golpe que deslocou do poder de Estado um setor da oligarquia brasileira, para dar lugar a um outro setor dessa mesma oligarquia.
Evidentemente que a Revolução de 1930 não poder ser comparada à Revolução francesa de 1789 ou à Revolução russa de 1917. Ela não foi programada para produzir imediatas e radicais mudanças na estrutura sócio - produtiva do país. Decorreu, sobretudo, do efeito dos limites a que chegou a política econômica de proteção do café ante à violenta crise do capitalismo mundial.
Assim vista, a Revolução de 1930 se inscreve na vaga de instabilidade política que tomou conta da América Latina na década de 30, a qual produziu grandes agitações e golpes militares. O que não significa dizer, no entanto, que a Revolução de 1930 não tenha sido importante para o nosso passado. Pelo contrário. A Revolução de 1930 foi decisiva para a mudança de rumos da história brasileira.
Ao afastar do poder os fazendeiros do café, que o vinham controlando desde o governo de Prudente de Morais, em 1894, pavimentou o caminho para uma significativa reorientação da política econômica do país.
Tendo cortado o cordão umbilical que unia o café às decisões governamentais atinentes ao conjunto da economia e da sociedade brasileiras, a Revolução ensejou uma dinamização das atividades industriais. Até 1930, os impulsos industrialistas derivavam do desempenho das exportações agrícolas.
A partir de 1930, a indústria passa a ser o setor mais prestigiado da economia, concorrendo para importantes mudanças na estrutura da sociedade. Intensifica-se o fluxo migratório do campo para os centros urbanos mais industrializados, notadamente São Paulo e Rio de Janeiro, que, adicionado ao crescimento vegetativo da população, proporciona uma maior oferta de mão-de-obra e o aumento do consumo.
Entre 1929 e 1937 a taxa de crescimento industrial foi da ordem de 50%, tendo-se verificado, no mesmo período, a criação de 12.232 novos estabelecimentos industriais no país.
Desse modo, independentemente das origens sociais e das motivações mais imediatas dos revolucionários, não há dúvida de que a Revolução de 1930 constituiu uma ruptura no processo histórico brasileiro.
Significado da era Vargas:
Getúlio implantou no país um novo estilo político - O POPULISMO - e um modelo econômico baseado no intervencionismo estatal objetivando desenvolver um capitalismo industrial nacional (processo de substituição de importações).
Populismo é um fenômeno típico da América Latina,durante o séc. XX,no momento de transição para estruturas econômicas mais modernas. Ele significa "política de massas", ou seja, política que utiliza as massas como elemento fundamental nas regras do jogo.
Caracteriza-se pelo contato direto da liderança e o povo. Através dele, Getúlio lutou contra as oligarquias, manteve o povo sob controle assumindo uma imagem paternalista e consolidou a indústria dentro de um esquema intervencionista.Não se tratava de povo no governo, mas de manipulação do povo para benefício do próprio líder carismático e das elites possuidoras.
Governo provisório (1930-34) - fatos marcantes:
A Revolução constitucionalista de SP (1932): a pretexto de democratizar e constitucionalizar o país, os cafeicultores de SP tentaram voltar ao poder. Foram duramente reprimidos. Vargas, numa atitude claramente populista, concilia-se com os vencidos: nomeia paulistas para cargos chaves e mantém a política de valorização do café.
A constituição de 1934: inspirada na constituição democrática de Weimar (Alemanha), a 3ª constituição brasileira foi promulgada com as seguintes características: federalismo, eleições diretas (a partir de 38 - até lá Vargas seria o presidente) e secretas, voto feminino, representação classista no congresso e leis sociais (salário mínimo e legalização dos sindicatos). Apesar dos avanços, ela não tocou na estrutura agrária e nem regulou as leis sociais o que impedia sua aplicação.
Governo constitucional (1934-37) - fatos marcantes:
A "intentona" comunista (1935): as contradições sociais aguçadas com o desenvolvimento industrial fortaleceram o partido comunista. O objetivo do PC era criar alianças com setores mais progressistas da sociedade por isso criou a Aliança Nacional Libertadora (ANL) com um programa nacionalista, antifascista e democrático.
Com a repressão de Vargas a ANL, os comunistas passaram a preparar uma insurreição armada. Devido a não participação popular, a intentona terminou em uma "quartelada" fracassada liderada por Prestes. Os dois anos que se seguiram foram marcados pelo fechamento político (estado de sítio) que prenunciava a ditadura que se iniciaria em 1937.
A ascensão da ideologia fascista: A ação integralista brasileira (AIB), liderada por Plínio Salgado, foi a expressão típica do modelo fascista no Brasil. Propunha o culto ao seu líder e uma retórica agressiva anticomunista e nacionalista. O integralismo apoiou entusiasticamente o Golpe de 37, no entanto, Vargas não dividiu os privilégios do poder com a AIB.
O plano COHEN: Em determinado momento, o governo anunciou ter descoberto um plano comunista subversivo e o utilizou para dar o golpe de estado em 1937 cancelando as eleições de 1938. Na verdade, o plano era falso e foi apenas o pretexto para a ditadura. Iniciava-se o ESTADO NOVO.
O Estado Novo (1937-45) - fatos marcantes:
A constituição de 1937 (a "polaca"):outorgada e fascista. Estabelecia que o presidente teria o poder nas mãos enquanto não se convocasse um plebiscito para aprová-la (o que não aconteceu).
A ditadura: os partidos foram suprimidos, o legislativo suspenso, a censura estabelecida pelo departamento de imprensa e propaganda (DIP), centralizaram-se as funções administrativas através do departamento de administração do serviço público (DASP), as liberdades civis deixaram de existir.
A economia: aprofundamento da industrialização através do processo de substituição de importações nos setores de bens de consumo não duráveis (tecidos e alimentos) e, principalmente, dos bens intermediários (metalurgia e siderurgia). O estado arcou com o ônus da industrialização numa demonstração de nacionalismo econômico: foram criados a vale do rio doce, a siderúrgica nacional e o conselho nacional de petróleo (nacionalização do refino, não a estatização).
A questão social: criou-se o salário mínimo (1940), a consolidação das leis trabalhistas (1943) e os sindicatos passaram a ser controlados pelo ministério do trabalho. Deixava-se claro a combinação entre paternalismo estatal e fascismo. O estado passava a controlar as relações entre capital e trabalho (CORPORATIVISMO).
A 2ª guerramundial e a queda de Vargas: até 1941, o Brasil manteve-se neutro na guerra com declarada simpatia pelos fascistas.
Em 1942, porém, a ajuda americana para construção da usina de Volta Redonda foi decisiva para que Vargas declarasse guerra ao EIXO. A contradição entre a política externa e a realidade interna do regime se torna patente forçando a abertura do regime.
A abertura aconteceu em 1945: Surgiram partidos políticos como a UDN (burguesia financeira urbana ligada ao capital estrangeiro), o PSD (oligarquias agrárias), o PTB (criado por Vargas - massas operárias citadinas), o PCB (intelectualidade).
Ao mesmo tempo, Getúlio adotava um discurso cada vez mais nacionalista e articulava o movimento QUEREMISTA, favorável a sua permanência nos cargo. Em 1945, o exército derrubou o presidente evitando o continuísmo.
domingo, 13 de junho de 2010
Dicas do Professor Alexandre
O professor Alexandre, que trabalha no colégio Cenecista de Eden, deu algumas dicas de materiais sobre a Segunda Guerra Mundial em seu blog, entre reportagens e filmes, acessem para conhecer o material. Abaixo os links necessários.
Leia mais: http://ateliedehistoria.blogspot.com/2009/04/segunda-guerra-mundial.html#ixzz0qjgjkgn4
Under Creative Commons License: Attribution
Segue abaixo um link que dá acesso a uma série de materiais, disponibilizados pela revista veja sobre a Segunda Guerra Mundial. Na página tem disponível: imagens, sons e vídeos. http://veja.abril.com.br/especiais_online/segunda_guerra/index_flash.html
Abaixo duas outras excelentes páginas sobre acontecimentos relacionados a Segunda Guerra Mundial
http://www.2guerra.com.br/sgm/index.php?option=com_content&task=view&id=598&Itemid=49 http://oglobo.globo.com/mundo/segundaguerra/
Sobre a bomba atômica.
http://oglobo.globo.com/mundo/bomba/
http://oglobo.globo.com/mundo/bomba/
Para se divertir e aprender.
Desenho animado do Pato Donald feito em 1943 satirizando a Alemanha Nazista de Hitler
Venceu o Oscar de Melhor Curta metragem do mesmo ano.
http://www.youtube.com/watch?v=8wwulYlpKLY
APROVEITEM AS DICAS E BOM FIM DE SEMANADesenho animado do Pato Donald feito em 1943 satirizando a Alemanha Nazista de Hitler
Venceu o Oscar de Melhor Curta metragem do mesmo ano.
http://www.youtube.com/watch?v=8wwulYlpKLY
Leia mais: http://ateliedehistoria.blogspot.com/2009/04/segunda-guerra-mundial.html#ixzz0qjgjkgn4
Under Creative Commons License: Attribution
sábado, 12 de junho de 2010
Artigo
Holocausto – campos de concentração e extermínios.
A palavra holocausto tem origem grega (‘holókauston’) e conotação bíblica, significa “sacrifício em que a vítima é queimada viva”, ou “sacrifício pelo fogo”. Foi usada na tradução grega da Bíblia para a palavra hebraica oleh, que designa um tipo de sacrifício dedicado a Deus, apresentando o mesmo significado entre os antigos hebreus. Pela sua significação, a palavra Holocausto é considerada inapropriada, mas ela adquiriu na historiografia e na literatura o sentido histórico expresso por Shoah. Nas últimas décadas o termo Shoah tem sido mais utilizado, em especial em decorrência do famoso documentário Shoah de Claude Lanzman, de 1985. A historiografia também utiliza o termo “Auschwitz” para expressar o fenômeno do Holocausto, por Auschwitz ter sido o maior campo de assassinato em escala industrial e das demais atrocidades do nazismo.
O Holocausto foi um processo que evoluiu por etapas, mas não é um processo linear: primeiro definiu-se quem eram os judeus; em seguida eles foram excluídos econômica e socialmente, expropriados, confinados em campos de concentração e guetos, deportados e assassinados. As mortes ocorriam de formas diversas: por fome, doença, fuzilamento, tortura ou uso de gás. De acordo com historiadores como Götz Aly, Wolfgang Benz e Hans Mommsen, a perseguição aos judeus ocorreu em quatro etapas. A primeira (1933 a 1935) foi a da discriminação e início da exclusão da vida pública, com medidas como proibição do exercício de profissões liberais, de freqüência a escolas e universidades e de boicote contra lojas judaicas. A segunda fase compreende os anos de 1935 a 1938: isolamento e degradação, que se inicia com as Leis de Nuremberg, segundo as quais os judeus deixavam se ser considerados cidadãos e eram proibidos de se casar com “arianos”, sob pena de morte. Na terceira fase, de 1938 a 1941, iniciada a partir da “Noite dos Criastais Quebrados”, o primeiro pogrom do século XX, e marca o início da violência física em massa contra os judeus e da deportação para os campos de concentração. 30 mil judeus alemães e austríacos foram presos e deportados a campos de concentração pela Gestapo. Nesse momento, os judeus foram completamente banidos da vida econômica na Alemanha. As propriedades judaicas foram colocadas em contas e confiscadas pelo Estado. Nesse período, eclode a Segunda Guerra Mundial, a expansão do “espaço vital” da Alemanha nazista, o aumento das vítimas, dos campos, e se inicia o confinamento em guetos dos judeus. A quarta e última fase, de 1941 a 1945, é a da “Solução Final da Questão Judaica” – ou seja, do extermínio em massa pelas Einsatzgruppen(“operações móveis de assassinato”, um comando da SS, as Schutzstaffel, tropas de defesa) e nos campos de extermínio, todos localizados na Polônia, país onde se encontrava a maior concentração populacional judaica da Europa. Os campos de extermínio eram Sobibor, Treblinka, Chelmno, Auschwitz e Majdanek, sendo estes dois últimos também campos simultaneamente de concentração, trabalho forçado e extermínio. Há autores que também consideram o campo de Jasenovac, na Croácia, como campo de extermínio.
Mais recentemente, a historiografia também inclui as demais vítimas do nazismo no conceito de Holocausto: 1,5 milhão de opositores políticos (sobretudo comunistas e social-democratas), 3 milhões de prisioneiros de guerra, 20 milhões de russos (centenas desses incluídos na categoria de inimigos políticos e prisioneiros de guerra), 600 mil sérvios, 500 mil sinti e roma (“ciganos”), 200 mil poloneses, 200 mil maçons, 70 mil deficientes físicos e mentais, 15 mil homossexuais, 5 mil testemunhas de Jeová, além dos denominados “a-sociais” e dos negros. Utilizamos aqui o termo “sinti e roma” (“Sinti und Roma”), porque o termo “cigano” (“Zigeuner”) tornou-se pejorativo e, por isso, a historiografia utiliza os termos “sinti” e “roma”, os dois maiores grupos de ciganos da Europa, sendo o primeiro, “sinti”, o de ciganos não-nômados (estabelecidos na Alemanha há seis séculos) e o segundo, “roma”, de ciganos nômades, cuja maioria tem crença católica.
Há diferenças entre as políticas nazistas direcionadas aos diferentes grupos de vítimas. Houve uma política de extermínio total contra os judeus, sinti e roma, eufemisticamente denominada de “Solução Final da Questão Judaica” (“Endloesung der Judenfrage”) e “Solução Final da Questão Cigana” (“Endloesung der Roma und Sinti Frage”), respectivamente Os eslavos fizeram parte da política de extermínio, mas não do extermínio total (como o caso de judeus e sinti e roma): eslavos deveriam também sobreviver, para se tornarem escravos do Estado nazista. Os judeus, sinti, roma e eslavos foram vítimas do programa de “extermínio pelo trabalho” (“Vernichtung durch Arbeit”). Os judeus, os sinti e os roma foram vítimas de experimentos médicos. Nos guetos foram confinados em grande parte os judeus, mas em alguns deles também sinti e roma, e os guetos faziam parte do extermínio deliberado – por fome, doenças ou exaustão – desses seres humanos.
Os sinti e roma foram internados em campos de concentração já em junho de 1936 (campo de ciganos Marzahn, em Berlin e no mesmo ano, no campo de Dachau). A 16 de dezembro de 1942 é emitida uma ordem para deportar todos os sinti e roma para Auschwitz, iniciando a implementação da “Solução da Questão Cigana”. Em conseqüência da similariedade das políticas contra judeus, sinti e roma, a historiografia cunhou recentemente o termo em romani (a língua dos sinti e roma) “Porajmos” (que significa “devorar”), para definir a política de perseguição, exclusão, trabalho forçado, tortura, ghetoização e extermínio sofrida por esse grupo social.
As primeiras vítimas da perseguição e do encarceramento dos nazistas foram alemães opositores do regime, em especial comunistas, social-democratas e sindicalistas, internados em campos de concentração já em março de 1933 (campo de Dachau). A partir de 1936, iniciou-se o aprisionamento de homossexuais, testemunhas de Jehová, alguns cristãos e os denominados “a-sociais, que eram um grupo bem heterogêneo: deficientes físicos e mentais, desempregados, sem-teto, criminosos, delinqüentes, prostitutas e assim denominados por não se encaixarem na imagem da comunidade alemã nazista,
Já em novembro de 1933, os primeiros testemunhas-de-jeová foram presos e em 1935, seu culto é proibido. Testemunha-de-Jeová é uma seita religiosa cristã, cuja doutrina se baseia na segunda vinda de Jesus, sua doutrina é contrária ao serviço militar e a símbolos nacionais. Os testemunhas-de-Jeová se recusam a servir ao exército, votar e a fazer a saudação “Heil Hitler”. Muitos seguidores passaram a ser internados em campos de reeducação e de concentração, em ondas de aprisionamentos em 1936, 1937, 1939 e 1944, onde ficavam separados dos demais grupos. Os nazistas lhes ofereciam a liberdade, se renunciassem às suas crenças, mas nenhum deles o fez. Eles também se negaram a fugir e a realizar resistência ativa.
Os homossexuais alemães e austríacos (e não da Europa inteira) foram vítimas do nazismo, por o homossexualismo ser condenado pelo nazismo como uma “aberração” e contradizer o princípio fundamental da “raça ariana pura”. Discriminados, eles passaram a ser internados em campos de concentração já em 1936.
Os negros foram discriminados desde o início do regime nazista, porque considerados como inferiores e perigosos para a “raça ariana”. A esterilização dos filhos de descentendes de negros na Alemanha foi decidida no início de 1937. Tratava-se dos filhos de soldados franceses e norte-americanos com mulheres alemãs, os assim denominados “bastardos de Rheinland” (“Rheinlandbastarden”), soldados do período da ocupação de Rheinland, descendentes de negros. Aproximadamente 400 dessas crianças e adolescentes foram esterilizados à força. A política racista estendeu-se também aos negros das colônias africanas alemãs depois da invasão da Alemanha à URSS, a partir de quando também passaram a ser perseguidos.
O Programa de “Eutanásia”, também denominado de Operação T4, foi o nome do programa de “eliminação da vida que não merece ser vivida” (“Umwaentiges Leben”), que os nazistas utilizaram para referir-se eufemisticamente ao assassinato de deficientes físicos e mentais e de anciãos. A Operação T4 foi iniciada com o processo de esterilização, da qual também filhos de negros foram incluídos. Depois da eclosão da Segunda Guerra Mundial, na passagem de 1939 a 1940, clínicas psiquiátricas tornaram-se centros de eutanásia, onde médicos decidiam aqueles que seriam assassinados e, juntamente com enfermeiros, assassinavam as vítimas com gás Zyklon B (cianuro de Hidrogeno), extremamente venenoso e que seria posteriormente utilizado nas câmaras de gás dos campos de extermínio. Em decorrência de protestos da população, a Operação T4 passou a ser legalmente encoberto pelo regime em abril de 1940 e a ser continuado secretamente em seis centros de “Eutanásia” instalados e localizados no território do Reich Alemão (Alemanha e Áustria anexada): Brandenburg/Havel, Grafeneck, Sonnenstein, Bernburg, Hadamar, Grafeneck, Hartheim. Mais de 70 mil deficientes e anciãos foram assassinados por esses programa e em seus centros foram também assassinados prisioneiros de campos de concentração de Dachau e Mauthausen
Fonte: rumoatolerancia.fflch.usp.br/
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Imagens da Segunda Guerra Mundial
A Segunda Guerra Mundial pode ser entendida como resultante da necessidade que algumas potências capitalistas sentiram de redefinir a ordem mundial e redividir os mercados. A necessidade de uma nova partilha pode ser entendida como um reflexo dos acordos firmados pelos aliados no Tratado de Versalhes. Para a Alemanha, a Itália e o Japão, era necessário rever essa situação. As relações internacionais, durante a década de 1930, ficavam cada vez mais tensas, premeditando o grande conflito que estaria por vir.
A Segunda Guerra Mundial foi um conflito armado, ocorrido entre os anos de 1939 e 1945. As forças do Eixo (Alemanha, Japão e Itália) enfrentaram os Aliados (Inglaterra, França, EUA, União Soviética entre outros). Com uma idéia expansionista, Hitler começou o conflito ao invadir a Polônia em 1939. Era só o início de uma guerra que mataria milhões de pessoa e arrasaria cidades, indústrias e campos. O Brasil também participou do conflito, enviado tropas para Monte Castelo, onde os pracinhas da FEB (Força Expedicionária Brasileira) enfrentaram de forma vitoriosa os soldados italianos e alemães. A Guerra terminou com a derrota da Alemanha em 1945 e com as bombas atômicas lançadas pelos EUA sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki.
A Segunda Guerra Mundial foi um conflito armado, ocorrido entre os anos de 1939 e 1945. As forças do Eixo (Alemanha, Japão e Itália) enfrentaram os Aliados (Inglaterra, França, EUA, União Soviética entre outros). Com uma idéia expansionista, Hitler começou o conflito ao invadir a Polônia em 1939. Era só o início de uma guerra que mataria milhões de pessoa e arrasaria cidades, indústrias e campos. O Brasil também participou do conflito, enviado tropas para Monte Castelo, onde os pracinhas da FEB (Força Expedicionária Brasileira) enfrentaram de forma vitoriosa os soldados italianos e alemães. A Guerra terminou com a derrota da Alemanha em 1945 e com as bombas atômicas lançadas pelos EUA sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki.
sábado, 5 de junho de 2010
Olimpíada Nacional de História
Vem aí a 2ª Olimpíada Nacional em História do Brasil
Estimular o conhecimento e o estudo, despertando talentos e aptidões.
O Museu Exploratório de Ciências (MC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) recebe a partir da próxima terça-feira (1/06), em sua página na internet, as inscrições para a 2ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB). Composta por cinco fases online e uma presencial, a competição envolve professores e alunos na resolução dos problemas propostos.
A primeira fase da competição começa em 19 de agosto, Dia Nacional do Historiador, data que celebra o nascimento e o centenário da morte do jornalista e historiador, Joaquim Nabuco.
Poderão participar estudantes regularmente matriculados no 8º e 9º anos do ensino fundamental e demais séries do ensino médio, de escolas públicas e privadas de todo o Brasil. Para orientar a equipe, composta por três estudantes, é obrigatória a participação de um professor de história.
O formulário de inscrição e o boleto para pagamento estarão disponíveis no site do MC até o dia 6 de agosto. A taxa de inscrição é de 15 reais para as equipes de escolas públicas e 35 reais para as equipes das escolas particulares. O valor da inscrição corresponde à inscrição de todos os membros da equipe.
Como em 2009, o MC custeará com o apoio do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e da empresa Azul Linhas Aéreas Brasileiras, a vinda de uma equipe de cada estado brasileiro para participar da fase presencial. Após a final da Olimpíada, os professores responsáveis por essas equipes permanecerão na Unicamp para realizar capacitação de uma semana.
A ONHB premiará escolas, alunos e professores, com medalhas de ouro, prata e bronze e certificados de participação. A escola receberá doação de livros para o acervo da biblioteca e a assinatura da Revista de História da Biblioteca Nacional por um ano.
Sobre
A 2ª Olimpíada Nacional em História do Brasil é uma iniciativa do Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. O evento é patrocinado pelo CNPq e tem o apoio da Revista de História da Biblioteca Nacional. A 1ª edição, realizada em 2009, inscreveu mais de 15 mil participantes e reuniu cerca de duas mil pessoas na final presencial, realizada na Unicamp, nos dias 12 e 13 de dezembro.
A ONHB é concebida e elaborada por historiadores e professores de história do MC e da Unicamp. Como proposta, os participantes têm a oportunidade de trabalhar com temas fundamentais da história nacional e de conhecer de perto as práticas e metodologias utilizadas pelos historiadores.
CALENDÁRIO
Inscrições 1/06 a 6/08
Fase 1 19/08
Fase 2 26/08
Fase 3 2/09
Fase 4 9/09
Fase 5 16/09
Fase 6 23 e 24/10
Leia mais: http://ateliedehistoria.blogspot.com/2010/06/2-olimpiada-nacional-em-historia-
Estimular o conhecimento e o estudo, despertando talentos e aptidões.
O Museu Exploratório de Ciências (MC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) recebe a partir da próxima terça-feira (1/06), em sua página na internet, as inscrições para a 2ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB). Composta por cinco fases online e uma presencial, a competição envolve professores e alunos na resolução dos problemas propostos.
A primeira fase da competição começa em 19 de agosto, Dia Nacional do Historiador, data que celebra o nascimento e o centenário da morte do jornalista e historiador, Joaquim Nabuco.
Poderão participar estudantes regularmente matriculados no 8º e 9º anos do ensino fundamental e demais séries do ensino médio, de escolas públicas e privadas de todo o Brasil. Para orientar a equipe, composta por três estudantes, é obrigatória a participação de um professor de história.
O formulário de inscrição e o boleto para pagamento estarão disponíveis no site do MC até o dia 6 de agosto. A taxa de inscrição é de 15 reais para as equipes de escolas públicas e 35 reais para as equipes das escolas particulares. O valor da inscrição corresponde à inscrição de todos os membros da equipe.
Como em 2009, o MC custeará com o apoio do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e da empresa Azul Linhas Aéreas Brasileiras, a vinda de uma equipe de cada estado brasileiro para participar da fase presencial. Após a final da Olimpíada, os professores responsáveis por essas equipes permanecerão na Unicamp para realizar capacitação de uma semana.
A ONHB premiará escolas, alunos e professores, com medalhas de ouro, prata e bronze e certificados de participação. A escola receberá doação de livros para o acervo da biblioteca e a assinatura da Revista de História da Biblioteca Nacional por um ano.
Sobre
A 2ª Olimpíada Nacional em História do Brasil é uma iniciativa do Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. O evento é patrocinado pelo CNPq e tem o apoio da Revista de História da Biblioteca Nacional. A 1ª edição, realizada em 2009, inscreveu mais de 15 mil participantes e reuniu cerca de duas mil pessoas na final presencial, realizada na Unicamp, nos dias 12 e 13 de dezembro.
A ONHB é concebida e elaborada por historiadores e professores de história do MC e da Unicamp. Como proposta, os participantes têm a oportunidade de trabalhar com temas fundamentais da história nacional e de conhecer de perto as práticas e metodologias utilizadas pelos historiadores.
CALENDÁRIO
Inscrições 1/06 a 6/08
Fase 1 19/08
Fase 2 26/08
Fase 3 2/09
Fase 4 9/09
Fase 5 16/09
Fase 6 23 e 24/10
Leia mais: http://ateliedehistoria.blogspot.com/2010/06/2-olimpiada-nacional-em-historia-
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